O que faz do suíço Patek Philippe o mais cobiçado e mais valioso da alta relojoaria.Nunca somos donos
de um Patek Philippe. Apenas o guardamos para a geração seguinte.
Essa frase traduz fielmente a fama de um dos maiores
ícones da alta
relojoaria mundial. Reluzentes nos pulsos ou nos bolsos da primeira, segunda ou terceira
linhagem de uma família, essas jóias desafiam o tempo e sobrevivem ao longo dos anos em busca da eternidade. Já nascem com alma e com uma história que remete a reis, ilustres artistas, magnatas e intelectuais que compartilharam por décadas e décadas suas idéias, suas conquistas e suas mágoas lado a lado de um Patek Philippe. Para continuar honrando essa ode, que dura mais de 160 anos, sua produção se mantém igual: artesanal. Instalada em Plans-les-Quates, na Suíça, a fábrica da Patek Philippe produz poucas peças por ano. Sua confecção é tão seletiva que em mais de um século e meio cunhou apenas 600 mil relógios, número que muitas empresas fabricam em um ano. “Ela é considerada a melhor do mundo”, diz Sebastien Liron, gerente de produto da H.Stern, representante da Patek Philippe no País.
Tradição: Quartel-genera da empresa na Suíça
Nenhum processo na linha de montagem da Patek Philippe é terceirizado. Talvez seja por isso que mais de 60 invenções levaram a alcunha da empresa. Os relógios são tratados como obras de arte e os relojoeiros são vistos como os Michelângelos do tic-tac. Algumas peças podem levar anos ou décadas para serem concluídas, pois cada um de seus artesãos se debruçam incessantemente sobre papéis e estudos para dar vida eterna aos relógios. Tanto esmero cobra um alto preço. Uma simples amostra disso pode ser vista no modelo Graves Supercomplication: produzido sob medida para o colecionador americano Henry Graves Junior no início do século. Corria o ano de 1925 e Graves, um eterno aficionado por relógios, foi procurar a Patek Philippe. Seu pedido era um desafio. Ele queria que os suíços fizessem o mais belo e sofisticado exemplar existente. A encomenda virou uma questão de honra. E em 1933, depois de oito anos de estudo saía da Suíça para os EUA a fantástica jóia. Ele foi feito em ouro e tinha 24 mecanismos de complicação, como as fases da lua, calendário perpétuo, o movimento das estrelas do céu de Nova York entre outras funções.
Relíquia: A peça foi da rainha Vitória
Por mais de meio século foi o relógio com maior número de mecanismos do mundo. Só perdeu esse título em 1989, quando a empresa criou o Caliber 89 em comemoração aos seus 150 anos de vida. Mas nem por isso perdeu o seu valor. O Graves Supercomplication foi vendido em dezembro de 1999, em um leilão da Sotheby’s por US$ 11 milhões. A surpreendente cifra ilustra a dimensão e a força do pedigree que a Patek tem no mundo da alta relojoaria. Ela nunca pára. Como se não bastasse ter os dois relógios mais complexos do mundo, a marca resolveu ocupar a terceira posição também. Em 2000, criou o Star Caliber 2000 que levou oito anos para ser construído. No processo de fabricação dessa relíquia de US$ 7,5 milhões, todo cuidado foi pouco. O mecanismo foi feito dentro de uma redoma de vidro, na qual o ar era trocado de tempos em tempos, para evitar que fosse contaminado pelo pó. Foram esses pequenos detalhes que deram à Patek Philippe um lugar de destaque no olimpo da relojoaria.
Albert Einstein. A marca foi criada, em 1839, na Suíça, pelo polonês Antoine de Patek e pelo tcheco François Czapek. Juntos, fundaram a Patek, Czapek e Co. Transformaram-se nos melhores relojoeiros da Suíça e em 1844 resolveram mostrar ao mundo suas fabulosas peças na exposição internacional de Paris. Lá, conheceram o francês Jean Adrien Philippe, inventor do sistema de corda para relógios de pulso que dispensava o uso de uma chave usada na época. Em 1945, entretanto, a sociedade de Patek com Czapek chegava ao fim. Com isso, Philippe seria convidado a juntar-se a Patek dando origem à Patek Philippe. Juntos conquistaram o mundo e venderam os seus relógios para a nata do planeta. Os compositores Peter Tchaikovsky e Richard Wagner, o escritor Leo Nikolayevich Tolstoy e o físico Albert Einstein, famoso por sua teoria da relatividade, usavam Patek Philippe. O relógio de Einstein, inclusive, foi produzido, a pedido do cientista, com os números em alto relevo, pois ele já não enxergava direito. Até mesmo a rainha Vitória, da Inglaterra, foi seduzida por essa relíquia. Por mais de 50 anos, o tic-tac incomparável que somente um Patek Philippe sabe reproduzir foi ouvido pela monarca.
relojoaria mundial. Reluzentes nos pulsos ou nos bolsos da primeira, segunda ou terceira
linhagem de uma família, essas jóias desafiam o tempo e sobrevivem ao longo dos anos em busca da eternidade. Já nascem com alma e com uma história que remete a reis, ilustres artistas, magnatas e intelectuais que compartilharam por décadas e décadas suas idéias, suas conquistas e suas mágoas lado a lado de um Patek Philippe. Para continuar honrando essa ode, que dura mais de 160 anos, sua produção se mantém igual: artesanal. Instalada em Plans-les-Quates, na Suíça, a fábrica da Patek Philippe produz poucas peças por ano. Sua confecção é tão seletiva que em mais de um século e meio cunhou apenas 600 mil relógios, número que muitas empresas fabricam em um ano. “Ela é considerada a melhor do mundo”, diz Sebastien Liron, gerente de produto da H.Stern, representante da Patek Philippe no País.Tradição: Quartel-genera da empresa na Suíça
Nenhum processo na linha de montagem da Patek Philippe é terceirizado. Talvez seja por isso que mais de 60 invenções levaram a alcunha da empresa. Os relógios são tratados como obras de arte e os relojoeiros são vistos como os Michelângelos do tic-tac. Algumas peças podem levar anos ou décadas para serem concluídas, pois cada um de seus artesãos se debruçam incessantemente sobre papéis e estudos para dar vida eterna aos relógios. Tanto esmero cobra um alto preço. Uma simples amostra disso pode ser vista no modelo Graves Supercomplication: produzido sob medida para o colecionador americano Henry Graves Junior no início do século. Corria o ano de 1925 e Graves, um eterno aficionado por relógios, foi procurar a Patek Philippe. Seu pedido era um desafio. Ele queria que os suíços fizessem o mais belo e sofisticado exemplar existente. A encomenda virou uma questão de honra. E em 1933, depois de oito anos de estudo saía da Suíça para os EUA a fantástica jóia. Ele foi feito em ouro e tinha 24 mecanismos de complicação, como as fases da lua, calendário perpétuo, o movimento das estrelas do céu de Nova York entre outras funções.Relíquia: A peça foi da rainha Vitória
Por mais de meio século foi o relógio com maior número de mecanismos do mundo. Só perdeu esse título em 1989, quando a empresa criou o Caliber 89 em comemoração aos seus 150 anos de vida. Mas nem por isso perdeu o seu valor. O Graves Supercomplication foi vendido em dezembro de 1999, em um leilão da Sotheby’s por US$ 11 milhões. A surpreendente cifra ilustra a dimensão e a força do pedigree que a Patek tem no mundo da alta relojoaria. Ela nunca pára. Como se não bastasse ter os dois relógios mais complexos do mundo, a marca resolveu ocupar a terceira posição também. Em 2000, criou o Star Caliber 2000 que levou oito anos para ser construído. No processo de fabricação dessa relíquia de US$ 7,5 milhões, todo cuidado foi pouco. O mecanismo foi feito dentro de uma redoma de vidro, na qual o ar era trocado de tempos em tempos, para evitar que fosse contaminado pelo pó. Foram esses pequenos detalhes que deram à Patek Philippe um lugar de destaque no olimpo da relojoaria.
Albert Einstein. A marca foi criada, em 1839, na Suíça, pelo polonês Antoine de Patek e pelo tcheco François Czapek. Juntos, fundaram a Patek, Czapek e Co. Transformaram-se nos melhores relojoeiros da Suíça e em 1844 resolveram mostrar ao mundo suas fabulosas peças na exposição internacional de Paris. Lá, conheceram o francês Jean Adrien Philippe, inventor do sistema de corda para relógios de pulso que dispensava o uso de uma chave usada na época. Em 1945, entretanto, a sociedade de Patek com Czapek chegava ao fim. Com isso, Philippe seria convidado a juntar-se a Patek dando origem à Patek Philippe. Juntos conquistaram o mundo e venderam os seus relógios para a nata do planeta. Os compositores Peter Tchaikovsky e Richard Wagner, o escritor Leo Nikolayevich Tolstoy e o físico Albert Einstein, famoso por sua teoria da relatividade, usavam Patek Philippe. O relógio de Einstein, inclusive, foi produzido, a pedido do cientista, com os números em alto relevo, pois ele já não enxergava direito. Até mesmo a rainha Vitória, da Inglaterra, foi seduzida por essa relíquia. Por mais de 50 anos, o tic-tac incomparável que somente um Patek Philippe sabe reproduzir foi ouvido pela monarca.
Fonte: Revista Isto-é/Dinheiro
*AMPLIREDE - seg. publ.
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